sexta-feira, 3 de maio de 2013

Representação

Desde que o pastor da Assembleia de Deus, Marcos Feliciano, assumiu a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara de Deputados, um grande debate e enfrentamento foram acirrados. De um lado, uma ala mais conservadora, contando com integrantes também religiosos que apoiaram Feliciano. Do outro, uma ala mais liberal, com militantes de movimentos homoafetivos. E, na tentativa de rechaçar a liderança de Feliciano, essa oposição criou uma expressão que acabou repercutindo muito na mídia e nas redes sociais: “Marcos Feliciano não me representa”. 

Sem entrar no mérito da discussão, é fato que de uma hora para outra ser representado ou não ser representado passou a ser lugar comum, de tanto que se repetiu esse contexto. Mas, afinal, o que isso significa? Representar: verbo transitivo/intransitivo; o mesmo que mostrar claramente. Reproduzir a imagem de; retratar; refletir. Fazer as vezes ou estar no lugar de outro. Essa é a definição do dicionário sobre representar. Mas antes de sair dizendo que fulano ou sicrano te representa ou não, que tal pensarmos um pouco no que nós temos representado? 

Mais do que palavras, nossas atitudes testemunham muito mais sobre o que somos. Devemos entender que, até Cristo voltar, somos nós quem representamos sua imagem aqui na Terra. Como Paulo disse: “Sede meus imitadores, assim como sou de Cristo”, I Coríntios 11:1. 

Amor e Justiça, bondade e juízo. Deus é tudo isso e muito mais. E é nosso dever, como seus seguidores, refletir esse caráter perfeito. Amar sem ser condescendente, advertir sem ser preconceituoso ou excludente. Temos que nos importar mais pelo próximo, assim como Jesus o fez, dois mil anos atrás. 

O que andamos refletindo? Estamos sendo luz ou trevas? Como sal da Terra, estamos realçando o sabor ou tornando a vida das pessoas mais intragável, salgada demais?

Guilherme Hugo é estudante de Contábeis e, na igreja de Boa Viagem, membro da equipe de Comunicação

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