quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Enfado

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Conta-se a estória de um beduíno que viveu a maior parte de sua vida vagando pelos desertos, montanhas e cidades do Oriente Médio. Até que sua caravana encontrou-se com um batalhão da Legião Estrangeira. Com essa aproximação, logo ele se tornou amigo de um sargento francês, que o fez prometer que iria visitá-lo na sua casa. Como ele prezava por sua palavra, cumpriu sua promessa. Paris, a Cidade Luz, logo o encantou. Ruas largas, parques, Torre Eiffel... Porém, duas coisas o deixaram intrigado: o relógio e a correria da grande cidade. 

Das muitas coisas que nunca estiveram presentes na vida do beduíno, essa intensidade com que todos buscam seus interesses nas grandes cidades era o que mais lhe chamava atenção. Durante as jornadas com sua caravana de viajantes, a vida passava devagar. Mas, ironicamente, o povo europeu que marcava horas, minutos e segundos vivia sem tempo. O seu amigo sargento, então, concluiu: nós temos o relógio, mas o beduíno tem o tempo. 

De fato, pouca coisa mudou desde quando surgiu esse conto aos nossos dias. Vivemos na sociedade do enfado: mais do que cansaço físico, nosso desgaste é mental. Não é coincidência que grandes doenças do nosso século envolvam o psicológico. Depressão, ansiedade extrema, síndrome do pânico, transtorno bipolar... Doenças psicológicas do homem “moderno”. Mas, para todo o mal desse século, Jesus tem a cura. “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”, Mateus 11:28-30. Que possamos colocar nosso pesar e aflições nas mãos do Criador, e esperar nEle a cura de nossas feridas.

Guilherme Hugo é estudante de Contábeis e, na igreja de Boa Viagem, integrante das equipes de Comunicação e da Música. Contato: guigscunha@gmail.com

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