quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Cheiro

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"Odeio, desprezo as vossas festas; e as vossas assembleias solenes não me exalarão bom cheiro”, Amós 5:21. 

Amorphophallus titanum. Esse é o nome científico da “flor-cadáver”. Ela se chama assim em razão do seu cheiro, ao sua flor desabrochar. Um odor nada fácil de encarar, algo como uma combinação de lixo, corpos em decomposição e esgoto. Muitos dizem que, uma vez sentido, o mau cheiro dessa flor fica na sua memória, e é quase possível senti-lo novamente ao lembrar. 

Nossa existência na Terra muitas vezes se divide em duas atitudes. O bem, que queremos fazer e não conseguimos; e o mal, que não queremos fazer, mas fazemos. E essa também era a situação do povo de Israel. O livro de Amós é escrito no período de esfriamento dessa relação com Deus. Os israelitas haviam se afastado do Senhor, servindo também a outras entidades abomináveis, como Moloque e Baal. Nesse sentido, os rituais e cerimônias realizadas pelo povo eram vazios para Deus. O cheiro de tudo isso, ao subir ao Céu, era desagradável ao Senhor. 

Tal qual a memória quase sensitiva do odor da flor-cadáver, o cheiro dos pecados não confessados chegava a Deus. E a infidelidade de um povo com o seu Criador testemunhava de sua maldade e frieza espiritual. E, com a não confissão dos seus erros, eles se afastavam cada vez mais do seu Mantenedor. 

Amós alertou sobre o desprezo de Deus diante de rituais vazios, feito por corações divididos entre o Senhor e outros deuses. Ele apelou para que o povo de Israel mudasse de postura, e apela para nós hoje também. As palavras centrais em Amós 5:14 e 15 são a ordem para buscar o Senhor e viver. Só nEle há vida. Provém dEle o perdão, a misericórdia e a salvação. 

Guilherme Hugo é auxiliar fiscal e é membro da Comunicação da igreja de Boa Viagem. Contato: cunhagh@gmail.com

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