quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Desapego

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“E era trazido um homem que desde o ventre de sua mãe era coxo [...]. O qual, vendo a Pedro e a João que iam entrando no templo, pediu que lhe dessem uma esmola [...]. E disse Pedro: Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda”, Atos 3:2-6.

Conta a tradição que Tomás de Aquino, padre e filósofo católico, foi convidado pelo Papa Inocêncio III para visitar Roma, a sede de seu papado. Após um primeiro contato, o papa, ocupado contando uma grande quantia de moedas, disse sorrindo: “Olha Tomás, a Igreja não precisa mais dizer: Não temos prata e nem ouro”. Então, resignado, Tomás respondeu-lhe: “É verdade, mas, também não pode dizer em nome de Jesus, o Nazareno, levanta-te e anda!”. 

Na caminhada cristã, várias vezes ouvimos que riqueza é e não é pecado. De fato, riqueza em si não é pecado. Do encontro entre Jesus e o jovem rico, podemos entender que o perigo está em amar mais o dinheiro do que a Deus. Nada que não seja tão errado quanto amar qualquer coisa desse mundo mais do que as coisas celestiais. 

Porém, Cristo nos disse o nosso papel nesse mundo: ir e pregar o evangelho a todo o mundo (Marcos 16:15). E foi com esse senso de missão em mente que ouvi pela primeira vez a música “Oração”, dos Arrais. Especialmente o seguinte trecho: “Que eu receba aquilo que preciso e nem um pouco mais. Me dê os bens que de imediato eu possa abandonar”. 

Se Cristo falasse conosco hoje, tal qual falou ao jovem rico, para que deixemos tudo de lado para o seguir, qual seria a nossa reação? Conseguiríamos agir diferente? Que nossa oração hoje realmente seja essa: “Senhor, que eu busque e que Tu me concedas exatamente o que preciso para seguir ao Teu lado”. 

Guilherme Cunha é auxiliar fiscal e, na igreja de Boa Viagem, líder de Comunicação. Contato: cunhagh@gmail.com

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