quinta-feira, 30 de julho de 2015

Dor

Reprodução
“Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve”, Mateus 11:30.

Encarado como algo a ser evitado, o fato de sentirmos dor é uma proteção ao nosso corpo. Sentir o calor do fogo permite que afastemos nossa mão de perto, por exemplo. Em relação a como lidamos com a dor, em um dos seus livros, Patrick Rothfuss faz uma ilustração comparando-a como a cruzar quatro portas. 

“Primeiro, existe a porta do sono. Quando uma pessoa é ferida, é comum ficar inconsciente. É a maneira de a mente se proteger da dor, cruzando a primeira porta. Segundo, existe a porta do esquecimento. Algumas feridas são profundas demais para cicatrizar, ou profundas demais para cicatrizar depressa. O provérbio ‘O tempo cura todas as feridas’ é falso. O tempo cura a maioria das feridas. As demais ficam escondidas atrás dessa porta. Terceiro, existe a porta da loucura. Há momentos em que a mente recebe um golpe tão violento que se esconde atrás da insanidade. Ainda que isso não pareça benéfico, é. Há ocasiões em que a realidade não é nada além do penar, e, para fugir desse penar, a mente precisa deixá-la para trás. Por último, existe a porta da morte. O último recurso. Nada pode ferir-nos depois de morrermos”. 

Muitos têm cruzado essas portas, talvez inconscientemente. Em todos os casos, porém, a vontade é apenas uma: encontrar um descanso. Buscam um refúgio, uma saída, um final feliz. É aí que Cristo entra. “Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas”, Mateus 11:29. Só Ele pode nos ajudar a suportar os nossos fardos. Ele é ‘A’ porta; caminhe por ela. Que as pessoas enxerguem Jesus em nós e sejam atraídas a atravessar essa porta também. 

Guilherme Cunha é estudante de Ciências Contábeis e, na igreja de Boa Viagem, líder de Comunicação. Contato: cunhagh@gmail.com

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