quinta-feira, 5 de maio de 2016

Aparências*

Nem sempre aquilo que parece, é realmente. Não se deve acreditar em tudo o que se vê, pois a aparência pode não traduzir a realidade. Uma pessoa calma pode esconder alguém agressivo. Uma pessoa vestida com roupas caras pode passar a imagem de alguém abastado. O contrário também é verdade. Alguém que se diz discípulo do Mestre, pode ser alguém sem transformação alguma, jamais abrindo mão do que o mundo tenha a oferecer.

A aparência sempre anuncia um conceito, contudo, diz a sabedoria, não devemos nos deixar movermos por ela. Importa conhecermos melhor as pessoas, as intenções, as situações. Se julgarmos apenas pela aparência, podemos nos deparar com sepulcros caiados – que conforme afirmou Jesus, parecem formosos exteriormente, mas seu interior está repleto de ossos mortos.

Certa ocasião, o Messias teve fome e avistando uma figueira repleta de folhas, o que denunciava a possibilidade de conter frutos, aproximou-se dela e percebeu que não havia um sequer, tornando-se uma anomalia diante de seus olhos. Situação que faz lembrar ao contexto bíblico anteriormente citado, em que Jesus ainda compara tais pessoas a seres que aparentam uma justiça exterior, mas interiormente estão cheios de hipocrisia.

Normalmente se escondem por detrás de seus próprios medos. Da mesma forma os que apontam os pecados alheios e são rápidos para relativizarem os seus próprios. Se não houver conteúdo verdadeiro e benéfico, sobretudo instruindo a si próprio segundo as escrituras, a aparência não passará de superficialidade que induz ao erro. Pior ainda quando engana-se a si mesmo.

Algo para se pensar a partir de nós mesmos em nossa relação com o Caminho, a Verdade e a Vida. Que o Espírito Santo possa alcançar os corações e mentes, convencendo o mundo do pecado, da justiça e do juízo.

Sady Folch é escritor e colunista no site www.novasemente.org 

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