quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Competição

Reprodução
Competir uns com os outros para alcançar objetivos não parece ser algo muito novo na história humana. Isso pode ser identificado desde o período da Grécia antiga ou até antes disso. Na Grécia, as competições ocorriam muito em função dos seus deuses, como forma de homenagem. 

A competição enfatiza a vitória, mas o que mais existe é a derrota, afinal, para um ser o vencedor quantos perderam? A resposta é: todos os outros. 

A edificação mútua deveria ser o objetivo de todos nós, isso elimina possibilidades de competições, pois a lógica se inverte ao ponto de não existirem perdedores, apenas vencedores. 

Em um período de transição entre uma sociedade sem competição e uma altamente competitiva, como a que temos atualmente, imagino como isso poderia ocorrer. Por exemplo, penso que em uma corrida, aquele que está vencendo, ao perceber que há um competidor com dificuldades na última posição, abandonaria sua liderança e ajudaria àquele. 

Por mais que esse exemplo pareça ser o que ocorreria em uma sociedade ideal, ainda não o é, pois tem como base do sistema a derrota, por mais que a visibilidade ocorra ao vencedor. 

Já em Cristo somos mais que vencedores, todos ganhamos, apesar das dificuldades que possamos enfrentar. A vitória é certa, e não é apenas sua ou minha, é de todos. 

Em suma, quando estivermos na sociedade ideal, por amor, a competição perde sentido, ajudamos a cada um conforme sua necessidade e suportamos suas fraquezas. Todos são iguais, são um. 

André Pereira é mestre em Ciências Sociais e, na igreja de Boa Viagem, auxilia como professor da Escola Sabatina

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