quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Porta

Reprodução
Ovelha. Caminho. Verdade. Vida. Conselheiro. Príncipe da Paz. Senhor. Messias. Mestre... De fato, a Bíblia apresenta inúmeros nomes, significados e comparações com a figura e o papel de Jesus Cristo. Cada nome indica uma faceta do caráter perfeito e da atuação que Ele pode ter nas nossas vidas. Porém, um que sempre me incomodou foi “porta”.

“Eu Sou a porta. Qualquer pessoa que entrar por mim, será salva. Entrará e sairá; e encontrará pastagem”, João 10:9.

Quantas vezes nós já ouvimos e falamos que “fulano é tão ignorante como uma porta”? Além dessa comparação pejorativa quanto à capacidade intelectual de alguém, a porta é um objeto banal. Produzida aos milhares, presente em todos os lugares. Não é estranho que o Criador do mundo se compare também a uma simples porta?

O poeta Vinícius de Moraes não achou. Na verdade, ele até escreveu um poema: “Eu sou feita de madeira // Madeira, matéria morta // Mas não há coisa no mundo // Mais viva do que uma porta”. Com efeito, esse objeto separa o público do privado, a correria da rua da paz do nosso lar. Ela é nossa primeira defesa contra invasores ou ladrões. A porta não escolhe para quem vai abrir, ela simplesmente abre.


Cristo é a porta, porque Ele separa as coisas triviais e seculares das sagradas, o caos de uma vida sem propósito da paz de espírito que só Ele oferece. Ele é a nossa defesa contra o inimigo (“O ladrão não vem, senão para roubar, matar e destruir. Eu vim para que as ovelhas tenham vida, e vida em plenitude”, João 10:10). Cristo não escolhe para quem vai dar a salvação. Ele simplesmente morreu e ressuscitou para que a redenção esteja disponível para todos.

Jesus resumiu em si duas características que necessitamos diariamente: Ele é o Caminho e a Porta. Resta a nós girar a maçaneta e seguir pelo caminho que nos levará de volta ao Céu.

Guilherme Cunha é estudante de Ciências Contábeis e lidera a Comunicação da igreja de Boa Viagem

Nenhum comentário:

Postar um comentário